Guerreiros

(Estou enfrentando as tropas do General Inverno. Além disto, Moe, Larry e Shemp, os neurônios rebeldes, estão impossibilitados de trabalhar, pois se empapuçaram de vinho (Liebfraumilch – Leite da Mulher Amada – naturalmente) para espantar o frio e comemorar a vitória no recente movimento paredista já referenciado aqui. Em razão disto, vi-me obrigado a romper com as minhas rígidas regras editoriais e lançar mão de um texto antigo, publicada na velha Toca. Porém, creio que a maioria do distinto leitorado ainda não o leu).
***
Foi nas férias escolares, não sei no inverno ou verão. Mas tenho certeza que iniciou depois de um jogo de futebol, cuja temporada durava o ano inteiro, diferente das temporadas de bolinhas de gude, pião, pandorga, caça & pesca, carrinhos de rolimã, roubo de pêra & goiaba, entre outras, muitas outras que tinham seus períodos específicos.
A vida, então, era sinônimo de diversão. E as ruas de Ipanema eram o nosso parque.
No meio do jogo, começou um bate-boca generalizado.
- Foi pênalti!
- Não foi! Foi bola na mão!
- Bola na mão e mão na bola é pênalti!
- Não mesmo!
- Filhos da puta!
Opa, uma fronteira ética foi rompida.
- Não põe a minha mãe no meio que eu ponho no meio da tua.

Pronto. Iniciou aí o confronto épico entre A Turma da Rua de Cima X A Turma da Rua de Baixo. As armas: fundas. Munição: bolinhas de cinamomo. Campo de batalha: esquinas, becos e casas em construção. Regras: não usar pedras nas fundas e trégua sempre que os combatentes da Rua de Cima necessitassem ir às compras nos estabelecimentos comerciais da Rua de Baixo. O salvo-conduto era a caderneta do armazém do Seu Emílio ou da fruteira do Seu Abel. Nessas incursões ao território inimigo, nós, da Rua de Cima, não tínhamos permissão para conversar com os adversários, mesmo os amigos do peito.
Depois de três dias de escaramuças e alguns hematomas, chegou a hora de selar a paz. (Domingo era dia de matinê no Cine Ipanema, que ficava na Rua de Baixo, e, consequentemente, de troca de gibis, comércio que seria inviabilizado caso as hostilidades continuassem).
- Vocês têm que pedir desculpas.
- Vocês também.
- Tá, desculpa. A tua mãe não é puta.
- Legal. Desculpa também. O teu pai não é viado.
Restabelecida a honra familiar, sacramentamos a paz com um jogo de futebol. Ganhamos por 2 X 1. Jogando como centroavante rompedor, marquei os gols da vitória. Um de pênalti.
Foi nos anos 60. Bons tempos, aqueles.
***
Beijos, Deusas. Abraços, irmãos de vassalagem. Divirtam-se no findi.

Foto de Karine Bertoncini in Olhares

A hora da traição

Homem múltiplos talentos, entre as muitas atividades que exerço está a de conselheiro sentimental. Eventualmente, presto consultoria sobre assuntos ligados à paixão e ao sexo. Notei que uma das principais preocupações de meus companheiros de armas (isto é, teclado e copo) diz respeito ao adultério. Não se trata de questões de ordem moral ou religiosa, visto que meus consulentes já se libertaram destes entraves de consciência típicos da civilização cristã e ocidental (quanto às outras, não tenho informação). O que a distinta clientela do Bar do Alemão, onde se localiza meu consultório, anseia por saber é qual a melhor hora para trair: manhã, tarde, noite, nenhuma das alternativas anteriores?
A resposta a esta candente questão está aqui no
Palimpnóia. Concedam-me o privilégio da leitura clicando na imagem abaixo.



Beijos, garotas. Abraços rapazes.
Pra cima com a viga.

Diário de notícias

Pugna de bravos

- GOL!
Foi na quarta-feira passada, um pouco antes da meia-noite, que o grito varou a noite amena, rompendo com o silêncio angustiante do condomínio que circunda meus aposentos reais. O Glorioso Colorado dos Pampas empatava em 1 gol com o Rubro-Negro Carioca e estava deixando escapar a vaga para disputar a fase semifinal da Copa do Brasil. Eram 44 minutos do segundo tempo quando Andrezinho encestou a bucha redentora nas redes flamenguistas. Portanto, nada mais natural o berro coletivo, seco e raivoso: “GOL!”. O prélio terminou poucos minutos depois. Então, livres dos fraldões, com os esfíncteres relaxados, os aldeões comemoraram a vitória da maneira usual: foguetes, risos, gargalhadas e os palavrões de sempre, até serem interrompidos pelo síndico de maus-bofes:
- Silêncio, macacada!
(Macacos são como os torcedores do Glorioso Colorado dos Pampas são chamados pela turma do Tradicional Adversário da Azenha).
A selva adormeceu em paz. O mundo é bom e a felicidade até existe. Pelo menos até o próximo jogo.
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Candinhas

O que eu temia aconteceu. Meu nome caiu em bocas de Matildes. A culpada é a Marisinha. Além de minha secretária eventual e musa em tempo integral, a bela também gosta de falar da vida alheia. Assim, comentou com a fulana, que falou pra sicrana, que por sua vez disse pra beltrana, sobre a minha intenção de entrar no ramo da gigolotagem. Foi o que bastou para me tornar o assunto preferido das Deusas que se reúnem no cabeleireiro, no supermercado e na pracinha no final de tarde. Quando me encontram na rua, cochicham, viram a cara e me apontam para as filhas em idade casadoira, como se eu estivesse contaminado pela gripe suína: “É ele!”
Fiquei deveras agastado com a indiscrição de Marisinha. Só não a despedi porque não lhe pago nenhum salário e, irritada, ela poderia buscar seus direitos da Justiça. O que menos preciso no momento é de uma ação trabalhista na paleta. Por sua vez, a musa não está nem aí. Continua circulando faceira pelos dependências do castelo, usando o computador e comendo e bebendo às minhas custas (nas poucas ocasiões em que há mantimentos). Quando reclamei da sua tagarelice, respondeu que até mesmo eu devia ter limites. Mais não disse e achei por bem não esticar o assunto. Estamos de mal.
Odaléia não fala comigo. O único cumprimento que me dirigiu na semana passada foi um “Humpft!” antes de virar a cara amarrada. Receio que minha vizinha, além de doce e prestativa, seja também vingativa.
Em razão os últimos acontecimentos, suspendi temporariamente a vigília sobre a vizinha do apartamento em frente. Igualmente estou reformulando meus planos de ataque – mudança de estratégia, não de objetivo. Preciso limpar a barra, afinal tenho uma imagem a zelar. Aceito sugestões dos bravos e leais companheiros.
***
A primeira vez

- Tu nunca fez antes?
- Não. Vai doer?
- Vai, mas só um pouquinho.
- Põe com jeitinho
- Pode deixar. Vou botar bem devagarinho.
- Sei não, tô com medo. Vamos deixar pra outra hora.
- Não seja bobo, tu aguenta. Vou meter. Se quiser fecha os olhos.
- AI!
- Calma, relaxa que é melhor.
- PQP! Tá doendo.
- Pronto, já entrou tudo. Tô quase acabando... Pronto, acabei. Não doeu tanto assim.
- É, até que não. Acho que vou fazer sempre.
- Que bom. Agora pode ir.
Definitivamente ingressei na terceira idade. Tomei minha primeira vacina contra a gripe.
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Beijos, prendas. Abraços, peões. Boa semana pra todos nós.
Arriba!

O alvorecer do macho

Timidamente a vida volta a deslizar pelo seu leito natural.
Nos últimos dias, além da enfermidade que se infiltrou de maneira solerte no meu organismo, vi-me obrigado a enfrentar um movimento sedicioso comandado por Moe, Larry e Shemp, meus três neurônios que ainda estão na ativa.
Na juventude comunista fui um entusiasta da agitação grevista. Hoje, na velhice pragmática, tenho certas restrições à prática, especialmente se a paralisação atinge os meus domínios (que o digam os serviçais do castelo, duramente reprimidos tempos atrás, quando reivindicavam melhores salários). Democracia tem hora e lugar e o meu reino não é um deles. Não sou um déspota esclarecido.
A partir desta perspectiva, meu primeiro impulso foi reprimir a revolta com o uso da força física. Cheguei mesmo a dar algumas cabeçadas na parede, até perceber a eficácia nula do procedimento, que só gerou uma baita dor de cabeça. Assim, não me restou alternativa que não fosse sentar, emburrado, na mesa de negociação.
Falando em nome dos demais órgãos do meu corpo, os sediciosos exigiam melhores condições de trabalho, resumidas numa única fase: menos líquido e mais sólido no pandulho. Contrariado, cedi à pressão. O coronel Jack Daniel´s não gostou. O fígado mandou rezar missa por uma graça alcançada.
***


Bob, o botão da primeira calça Levis, agora investido na função de minha consciência crítica, não é dotado do que se chama de bom caráter. É dele a proposta para que, sem delonga, eu encontre uma namorada. Deixo que explique com suas próprias palavras o motivo da urgência:
- O Dia dos Namorados está se aproximando, seu tonto! Como é sabido, as Deusas, quando apaixonadas, gostam de mimosear o objeto de seus afetos, ainda mais um Deus de Ébano como tu (gostei desta parte). Reconheço que teu intelecto não vale grande coisa (aqui, protestei), mas o corpo ainda é desfrutável. Aproveita, seu bolha!
- Mas neste caso eu também teria que presentear – obtemperei.
- Bobagem, alega a tua já conhecida falência financeira. As Deusas são compreensivas. Com sorte, conquistas um reforço mensal nos teus rendimentos. Vai à luta, papalvo!

Mais uma vez, meu amigo dileto me surpreendeu. Nunca tinha aventado a hipótese de ser gigolô. Quem sabe esteja aí o fim da intempérie econômica. Que venha a bonança. Sou um eterno otimista; um bagual de Porto Alegre City.
***


Por hoje é só. Estou literalmente de olho na vizinha do apartamento em frente. Venho monitorando seus movimentos atentamente, por meio do binóculo que adquiri (em suaves prestações) especialmente com esta finalidade. Depois de estudar seus hábitos, partirei para o ataque tête-à-tête. Desejem-me sorte.

Beijos desbragados, damas. Abraços castos, cavalheiros.
Boa semana pra todos nós.

Nas asas da Panair

Sei, sei, sei, os pecados são todos meus. Estou em falta com vocês. É que ando assim meio down. Acontece de vez em quando, ultimamente com mais freqüência do que eu gostaria, mas mesmo assim suportável.
Hoje, estou no Palimpnóia, discorrendo sobre “noites de vadiagem pela imaginação”.
Para ler, clique na imagem abaixo.
Beijos e abraços ainda desacorçoados (mas eu volto!)

Boletim médico


Estou doente. Passei a quinta-feira na cama. Tentei me levantar, mas, com a determinação de um paquiderme empacado, o corpo recusou-se a obedecer aos comandos da mente. A Junta Médica convocada para avaliar o meu caso não chegou a um diagnóstico definitivo. Pode ser dengue, febre amarela (duas pragas em alta nos pampas), a temida gripe suína, um simples resfriado ou, com a minha falta de sorte, todas as alternativas anteriores.
A cabeça dói e lateja como querendo se libertar de um opressivo anel de fogo. A coriza é abundante, me obrigando fungar constantemente, a exemplo dos pivetes ranhentos que rondam o castelo em busca de donativos alimentares e pecuniários.
No final da manhã de hoje, movido por compromissos profissionais inadiáveis, consegui sair da cama e, trôpego, cheguei até o computador. A imagem que vi de relance no espelho me assustou. Encarei a face da decadência física: pele macerada, lábios secos, olhar sem viço – as pupilas escuras e tristes recolhidas no fundo de um poço sombrio. Será este o amargo fim?
Lá fora, silêncio; dentro da fortaleza ouço risos de crianças e cânticos profanos – trapaças do cérebro, pois estou só, irremediavelmente só. Estou mal.
Quero colo, cafuné e chá de erva cidreira com bolachas.
QUERO A MINHA MÃE!

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Beijos e abraços generalizados. Bom findi e saúde pra todos.

Os brutos também amam

“O homem é o único animal que, de sunga de praia, barrigudo, careca e míope, acha, de fato, que a mulher escultural na cadeira ao lado está sorrindo para ele.”
A observação, mordaz, é do professor Marcelo F. Carvalho, titular do blog Resumo da Chuva, em crônica especialmente escrita para o Palimpnóia, cuja leitura recomendo com entusiasmo. O olhar do professor sobre o universo masculino vai além da sátira, revelando uma ternura surpreendente e contagiante. Para ler, clique na imagem abaixo.


***
Beijos adocicados, meninas. Abraços comedidos, rapazes.
Pra cima com a viga, moçada! (Prossegue a guerra insana para fechar o jornal. Viver é lutar).

Foto: Marcello Spadoni in Olhares

Noites do Muffu

Encontro mensal com meu associado Moah no Muffuletta, um boteco elegante na Cidade Baixa - bairro que é o coração boêmio da capital dos gaúchos. Por razões financeiras, freqüentamos o estabelecimento somente no dia do pagamento. Pedimos o de sempre; bourbon do Kentucky para ele e Jack Daniel´s do Tennessee para mim. Ambos duplos, com duas pedras de gelo redondas. Brindamos.
- A nós.
- E elas – acrescento.
Sem delonga, vou direto aos negócios.
- Falou com o Chefe? A grana vai sair?
- Falei. Disse que aumento agora não dá. Talvez em junho.
- Puta merda. Não vou mais sair de casa. Soube que alguns credores estão pensando em espalhar cartazes com a minha foto: Procurado por inadimplência.
- Hehehe, estou na mesma situação. Só como miojo e sanduíche de salame com queijo. Não tá dando pra comprar nem um presuntinho. Fiz um gato na ligação de luz e aposentei o celular. Só estou em dia com as pensões. Não quero ser preso.
Vida dura.
- E o livro? – indago.
- Está tudo aqui – aponta o dedo indicador da mão direita para a cabeça –, mas não dá pra fazer literatura pensando em pagar a conta do mercadinho.
- Balzac conseguia. Escrevia sob pressão para pagar o padeiro e o açougueiro. Fitzgerald quando queria grana pra fazer festa vendia um conto. Ele e a Zelda eram muito loucos. Uma vez deram uma baita festa e colocaram um cartaz na porta da adega: é proibido acessar a porta da adega em busca de mais bebida, mesmo que autorizado pelos donos. Assinado: Zelda e F. Scott Fitzgerald.
- Hehehe, malucos. Mas hoje não tem mais revistas literárias, ninguém mais compra. A internet dá tudo de graça. O mundo mudou pra pior.
Taciturnos, bebemos.
- E tu, escrevendo muito?
- Só o essencial para sobreviver – respondo –, na maioria sacanagem.
- Faz um livro: histórias pornográficas.
- Sei não, a sacanagem perdeu o encanto. Difícil concorrer com a tevê.
- Hehehe, sacanagem é bom de fazer.
- Bem que estou precisando...
- Tá no atraso?
- Ô, nem me fala...
- Falando, nisto, olha ali à esquerda, discretamente.
Com a discrição que me é peculiar, encaro duas Deusas recém egressas do Olimpo que se acomodam na mesa ao lado. Faço uma observação elegante, como é meu estilo:
- Porra, que gostosas. Coxudas.
Meu associado igualmente se entusiasma com a visão.
- Bah, que coxas, que peitos! Olha a boca da morena. Que boca!
O coração bate acelerado.
- Porra, acho que vou ter um troço. Liga pro SAMU.
- Vamos encarar?
- Vamos!
Antes, porém, concordamos que precisamos de mais uma descarga de estimulante para lubrificar as conexões neurais. Pedimos mais uma rodada.
A noite promete. O SAMU está de prontidão.
Vida bela.

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Beijos coxud..., ops, belas damas. Abraços, gentis cavalheiros.
Boa semana pra todos nós. Eia! Sus! Pro alto e avante! (Esta semana tenho que fechar a porra do jornal).

Grace, uma mulher que faz a diferença


Grace Olsson é uma mulher de caráter. Casada, com dois filhos adultos, bacharel em Direito, ela poderia permitir-se desfrutar a idade madura confortavelmente instalada na Suécia, em companhia do marido – dividindo suas atenções entre o reino sueco e a República do Brasil, mais especificamente na cidade de Maceió, capital do estado de Alagoas, onde estão suas raízes pessoais mais profundas.
Mas o gênero da mulher acomodada, voltada unicamente para as questões do seu universo familiar, não combina com esta alagoana inquieta.
Assim, Grace trocou a placidez de uma vida de classe média européia (com todas as implicações positivas decorrentes desta condição) e as delícias do litoral nordestino do Brasil, por uma tarefa mais árdua e, em muitas ocasiões, inglória quanto aos resultados imediatos. Grace engajou-se de corpo e alma na causa dos refugiados africanos de Moçambique.
Aliando um grande senso de solidariedade social a uma impressionante coragem pessoal, ela entrou decidida na luta para minorar o sofrimento daqueles deserdados na terra. Graças à sua determinação, conseguiu pequenas vitórias, que à primeira vista podem parecer irrelevantes diante da magnitude dos problemas enfrentados por aquela gente humilde. No entanto, para os alvos da sua ação benfeitora, a satisfação de necessidades comezinhas, como, por exemplo, a conquista de um par de óculos, representam não só uma melhora na visão, como realimentam a esperança de que possam existir dias melhores, além dos tempos de tempestade social e econômica que vivem na atualidade.
As ações de Grace, porém, não se limitam a gestos de natureza assistencial. O seu espírito de luta a levou a promover gestões políticas junto a organismos como o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, e, ainda, a promover eventos em terras européias e brasileiras em busca do despertar da consciência social e da arrecadação de fundos para esta nobre causa humanitária.


O livro "Crianças refugiadas em Moçambique: Um drama na África", recém editado, é mais um passo nesta caminhada. Nele o leitor vai encontrar o relato das aventuras e desventuras de Grace por três continentes (África, América e Europa), sempre em busca de soluções para a causa dos jovens, mulheres e crianças do Campo de Refugiados de Moçambique. Nestas páginas estão impressas, com a energia e a paixão de uma mulher sensível e lutadora, as vitórias, reveses, alegrias, tristezas, desencantos e esperanças que permearam sua trajetória.
Trata-se de um brado indignado contra a injustiça, a miséria e a exploração. É o testemunho vivo e contundente sobre uma das maiores tragédias da história do mundo moderno.
É uma obra que emociona e faz pensar. Mais do que isto, lança um desafio contra a acomodação pequeno-burguesa e um estímulo à ação solidária em prol de semelhantes desafortunados.
No primeiro volume de Solo de Clarineta, seu livro de memórias, o escritor gaúcho Érico Veríssimo escreveu:
“Acendamos a nossa lâmpada para evitar que caia sobre o nosso mundo a escuridão, que só é propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Se não houver lâmpada acendamos uma vela. Se não houver vela, risquemos fósforos repetidamente, para mostrar que não desertamos do nosso posto”.
Grace Olsson está fazendo a sua parte, mantendo acesa a chama da esperança.
Dela pode-se dizer, com toda a certeza, que é uma mulher que faz a diferença.

Conheça esta feceta do universo de Grace adquirindo um exemplar de "Crianças refugiadas em Moçambique: Um drama na África". A obra tem 110 páginas de texto e fotos e custa R$ 22,00 mais despesas de Correio. Para comprar, clique na imagem abaixo.

Beijos combativos e abraços solidários, gurias e guris. Bom domingo a todos.
Arriba!

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