A resposta
Um dia destes, a Luma publicou um post onde indagava à sua legião de leitores: Por que você escreve num blog? A pergunta talvez não fosse exatamente esta, mas a idéia sim. A indagação ficou zanzando na minha cabeça, exigindo resposta.Consultei Bob, o botão da minha primeira calça Levis que atualmente faz às vezes de consciência crítica.
- Esta é fácil. Tu escreves para atenuar a solidão. É uma forma de manter a infelicidade sob controle – disse o meu amigo metálico.
Protestei.
- Peraí, manter a infelicidade sob controle é meio drástico. Não sou um cara infeliz. Eu diria que sou mezzo a mezzo. Como disse o poeta, não sou alegre nem sou triste.
Ele zombou.
- Nem lá nem cá e citações literárias, a história da tua vida. Então vou dizer diferente. Você escreve e publica para cultivar amigos e assim adubar o canteiro da tua frágil felicidade. Que tal? Ficou até meio poético.
- Má poesia, mas melhorou. Um pouquinho.
Na verdade, acho que ele estava gozando da minha cara. Bob anda muito mordaz, ultimamente.
Decidi consultar outras fontes. No caso os três patetas, ou melhor, meus três neurônios.
Moe não escondeu o mau humor por ser incomodado no seu descanso vespertino.
- Porra, já falei pra me chamar só quando o assunto for mulher. Qual é o problema?
Expus a questão.
- Sei lá, pô. Porque tu é doido. Não tem mais nada de útil pra fazer. Aliás, nem sabes fazer outra coisa.
Fiquei magoado com a observação e, antes que dispensasse seus serviços, ele decidiu amenizar:
- Escreves porque é verbo. Se fosse carne, comerias.
- E não apenas por via oral – acrescentou Larry, engraçadinho.
- E se fosse líquido, beberias – completou Curly.
Bob, atento à conversa, decidiu intervir:
- Pode acrescentar mais um motivo: exibicionismo.
- É isto aí, cabeça de pudim exibido – corroborou Curly, mostrando a língua.
Amuado, desisti de obter uma resposta decente daquele bando de degenerados.
Mas não posso deixar de pensar que talvez eles tenham razão.
Moe não escondeu o mau humor por ser incomodado no seu descanso vespertino.
- Porra, já falei pra me chamar só quando o assunto for mulher. Qual é o problema?
Expus a questão.
- Sei lá, pô. Porque tu é doido. Não tem mais nada de útil pra fazer. Aliás, nem sabes fazer outra coisa.
Fiquei magoado com a observação e, antes que dispensasse seus serviços, ele decidiu amenizar:
- Escreves porque é verbo. Se fosse carne, comerias.
- E não apenas por via oral – acrescentou Larry, engraçadinho.
- E se fosse líquido, beberias – completou Curly.
Bob, atento à conversa, decidiu intervir:
- Pode acrescentar mais um motivo: exibicionismo.
- É isto aí, cabeça de pudim exibido – corroborou Curly, mostrando a língua.
Amuado, desisti de obter uma resposta decente daquele bando de degenerados.
Mas não posso deixar de pensar que talvez eles tenham razão.
***
Beijos, gurias. Abraços, guris. Boa semana pra todos nós.
Arriba!
***
(PS: tem um texto meu lá no #fora sarney. Clique aqui para ler Sarney, a saga de um farsante).
Beijos, gurias. Abraços, guris. Boa semana pra todos nós.
Arriba!
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(PS: tem um texto meu lá no #fora sarney. Clique aqui para ler Sarney, a saga de um farsante).













