O velho e o moço



É legal acreditar em Papai Noel. É reconfortante a idéia de que existe um simpático velhinho de barbas brancas que anualmente nos premia pelo bom comportamento – evidentemente sendo condescendente, como nós o somos, com os atos de mau comportamento. Papai Noel sabe que somos fracos, feitos de sangue, carne e ambição, sendo natural cometer pecadilhos de ordem moral e ética, apesar de publicamente muitas vezes defendermos, para os outros, uma cartilha de procedimento politicamente correto que intimamente não adotamos. Papai Noel sabe que ninguém é de ferro. Por isto, seja para o pobre ou para o rico, o bom velhinho sempre vem.
Papai Noel é um cara batuta. Afinal, até os políticos ganham presente.
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Igualmente é legal acreditar no capricorniano mais célebre de todos os tempos – Jesus Cristo. Mas também é mais complicado. É de bom tom, nesta época, lembrar os ensinamentos de Cristo e fazer votos de solidariedade e paz na terra aos homens de boa vontade. O difícil é colocar em prática nos demais dias do ano. JC morreu na cruz aos 33 anos de idade. Se vivesse mais, talvez chegasse à conclusão de que este negócio de pregar fraternidade e justiça não dá camisa para ninguém, não ajuda a pagar as contas no final do mês. É possível que dissesse, como alguns fazem hoje, “esqueçam o que eu disse e escrevi”. Mas este não é o caso. Cristo não chegou à fase do revisionismo. Deixou-se sacrificar em nome de seus ideais. Trata-se de um exemplo poderoso que nos desafia a segui-lo a mais de dois mil anos. Que um dia se transformará em realidade é uma crença que eu gostaria de ter com o mesmo ardor dos meus anos juvenis.
A fé claudicante, no entanto, não me impede de seguir a tradição e desejar a todos os que me honram com o privilégio de sua atenção um Feliz Natal.
Paz na terra aos homens de boa vontade.
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Beijos, damas. Abraços, cavalheiros

Imagem: Cristo de San Juan de La Cruz de Salvador Dali.

Pompa e circunstância


(Querido leitorado: em razão de incompreensíveis lapsos de memória - uma brincadeira de Baco ou uma travessura de Afrodite? -, não tenho condições de produzir um relato fiel do que foi a festa que promovi no último final de semana. Por esta razão, devidamente autorizado reproduzo a reportagem do conceituado colunista social JJ Jabá, designado especialmente para fazer a cobertura do regabofe para um conceituado jornal matutino da grande imprensa gaúcha. A recepção já entrou para a história dos movimentos sociais relevantes da Vila Nova. Todos se referem ao acontecimento como O Evento – o dia em que a Zona Sul tremeu. Tudo é verdade).
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Poucas vezes o circuito fashion da capital gaúcha se revestiu de tanto luxo e elegância como no fim de semana passado por ocasião do encontro social promovido pelo honorável Jens, o escriba mais talentoso do aprazível e aristocrático condomínio Esplanada do Poente, localizado nas Terras Altas de Ipanema, reduto de quem sabe cultivar o bom viver.
Personalidades – Seguindo a tradição britânica de pontualidade, às 8 horas da noite de sexta-feira, os serviçais abriram as portas do suntuoso castelo para receber o crème de la crème da sociedade guasca. Entre outros, estavam lá pesos pesados do comércio de secos & molhados, como o audaz empresário Lara, acompanhado da bela Ivonete, deslumbrante num longo roxo delicadamente ornamentado por gigantescas flores amarelas, e da sogra Veridiana, desfrutando o esplendor da melhor idade ainda esbelta e esperta (no decorrer da festa faturou alguns trocados fazendo leitura de mãos e colocando cartas para clientes sequiosos por antecipar o futuro). Também circulava pelos amplos salões, todo pimpão, o Alemão – outro capitão do comércio – em companhia da doce e paciente Mana. Entre as figuras de proa da intelectualidade gaudéria, destacava-se o animado e sempre ferino Caloca, intelectual orgânico eternamente desempregado por convicção ideológica. A classe trabalhadora do campo e da cidade estava representada pelo Jorjão, contumaz barranqueador de éguas, que se fez acompanhar pela tordilha Mansinha, sua amásia (que, por exigência dos fiscais do Ibama, ficou pastando no jardim). Marisinha, locomotiva da nova geração, secretária eventual do Jens e musa vitalícia do Bar do Alemão, democraticamente eleita, circulava com a desenvoltura de uma habitué do local. Lígia, a vizinha gostoduzulda, igualmente atraía olhares de cobiça e luxúria deles e delas.



Sólidos & líquidos - Irrepreensível a mesa farta e variada de comes & bebes. Ovos e pepinos em conserva, aliados a picadinho de queijo e salame da colônia italiana de Caxias do Sul e Bento Gonçalves (importados pelo empresariado local especialmente para a ocasião) garantiam a contraposição sólida recomendável à ingestão de líquidos de teor alcoólico. O primeiro prato de resistência, servido de madrugada, foi um leitão assado em forno à lenha – um manjar para paladares refinados. No quesito bebibas, foi generosa a oferta de cerveja (Skol, of course) e aguardente de cana vindo diretamente dos alambiques mundialmente famosos de Santo Antonio da Patrulha. O anfitrião, homem de hábitos requintados, optou, com exclusividade, pelo néctar do Tennessee produzido na destilaria do venerando coronel Jack Daniel´s.
Bola preta - Entre as atrações culturais, uma pequena mácula foi a recusa de Ananias, o anão performático, de ser o protagonista do AA, jogo popularizado pelo célebre escritor carioca Rubem Fonseca em uma de suas obras (para quem não sabe: AA é Arremesso de Anão). Bola preta para a falta de esportividade de Ananias.
Sensualidade e competência - Por outro lado, merece louvação a competência recheada de lascívia da apresentação de Dolly & Parton, as ovelhas lésbicas depiladas. Exibiram os dotes de dançarinas no Cancan, depois esfregando-se lubricamente em um poste e a seguir reeditando o bailado da garrafa. No grand finale, à media luz, excitaram a todos ao justificar a razão da alcunha que as definia juntamente com a condição de depiladas. Neste momento, a temperatura subiu – um calor eivado de sensualidade. Vetustos cavalheiros coçaram e apalparam vigorosamente os países baixos. O  biólogo Thomas Huxley diria tratar-se de uma boutade evolucionária. Já o neto Aldous, menos sarcástico, classificaria como o hábito de um povo jovem, sempre inclinado a testar manualmente a própria virilidade.

Bola branca exemplar – Que sirva de exemplo para as gerações futuras o profissionalismo extremado de Dolly & Parton. Foi comovente a placidez com que se submeteram ao sacrifício para atender aos clamores da plateia que reivindicava provar literalmente das suas tenras carnes, devidamente assadas na brasa, o que de fato aconteceu. Bola branquíssima. Valeu, garotas.
As mais mais – Marisinha, num luxuriante e minúsculo vestido vermelho, provocou suspiros, gemidos, piadinhas obscenas e demonstrações ruidosas de virilidade entre os machos presentes. Já a coxoduzulda da Lígia, num torturante pretinho básico, gerou amuos e ameaças de divórcio por parte das senhoras casadas. Resmungos em vão. Há indícios – apesar de fortes, não confirmados cabalmente – que a bela não resistiu aos encantos do senhor do castelo e terminou a festa aconchegada nos seus braços musculosos, no leito real. A conferir.


Ápice – O momento mais emocionante foi a alvorada festiva. Às 6 horas da manhã houve queima de fogos e execução dos hinos do Rio Grande, do Glorioso Colorado dos Pampas e da Internacional Comunista, (clique para ouvir!) que os presentes cantaram com a mão direita no peito e o braço esquerdo erguido, com o punho fechado. O Jens derramou uma lágrima. Eu vi. Depois da cerimônia, os convidados que ainda estavam de pé deliciaram-se com Dolly & Parton. Antes da refeição oraram em memória das mártires. Por fim retiraram-se para os respectivos lares, os de nível social mais elevado gentilmente rebocados pela Brigada Militar e os demais conduzidos pela criadagem em simpáticos carrinhos de mão – uma visão matinal de rara beleza.

Este é o meu testemunho.


Beijos, divinas. Abraços, mortais. Ademã que eu vou em frente.

Aviso aos navegantes: baita festa!


Oi, fofos e fofas.
Sou eu, Marisinha.
Para quem ainda não me conhece, esclareço que sou a secretária eventual e musa em tempo integral do queridinho Chefinho Jens.
Como sói acontecer em ocasiões especialíssimas, ocupo este espaço a pedido do meu amado Chefe (ele adora ser tratado assim), mentor espiritual, sentimental e profissional. Em síntese, ele pediu que comunicasse o seguinte:
1. Foi bonita a festa, pá!
2. Deu polícia na festa, pá! (o que atesta o sucesso do evento).
3. Ele acha que comeu alguém - não no sentido canibal - e que foi bom, mas não consegue lembrar, até o momento, o que aconteceu exatamente.
4. Ainda está de ressaca.
5. Tão logo se recupere, contará aqui, com a exatidão que a memória fraca permitir, tudo o que aconteceu no findi.
6. Pede desculpas aos empresários da dupla Dolly & Parton - as ovelhas lésbicas depiladas - pelos insensíveis que, ao fim da esplendorosa performance, condenaram a dupla a ser assada no espeto ("Sou inocente", clama o Chefinho).
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De minha parte, mais não digo e esclareço porque minha mente igualmente se encontra obnubilada, em razão do consumo excessivo de álcool no conclave do findi. Posso, no entanto, afiançar: foi uma baita festa. Por mim, o ano já poderia ter terminado.
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Beijos, lindos e lindas.

Jenszinho disse que volta antes do fim de semana.
É ver (ler) para crer.

(PS: uma inconfidência: no próximo dia 30 o Chefinho está de aniversário. Ele jamais confessará, mas ficará feliz com as felicitações que por ventura receber).

Um dia depois do outro

Voltei! O Marca da Cal está fechado. Foi fácil, extremamente fácil. Não apenas o vinho se torna melhor com o passar dos anos; veteranos escribas também aprimoram seu ofício.
(Antídoto preventivo: tanto eu como meu associado Moah produzimos o jornal sem estresse – vapt-vupt. Para nós é cada vez mais fácil, e prazeroso, exercer o jornalismo. Porém, rejeitamos qualquer associação ao macaco datilógrafo, objeto do post da querida e talentosa amiga
Adelaide Amorim. Eventuais piadistas serão processados nos termos da legislação vigente).
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Junto com o jornal, também foi para a gráfica o livro Os juízes do juiz, que reúne as crônicas publicadas no Marca da Cal nos últimos três anos. Eu e meu associado Moah organizamos e editamos a publicação. Tem um monte de gente boa: Veríssimo, Zeca Baleiro, Ruy Carlos Ostermann, Mauro Beting, Luiz Pilla Vares, Paulo Roberto Falcão e Raimundo Fagner, entre outros.
Ah, tem também uma crônica minha – O árbitro. O LFV leu e gostou.

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Já eu, li e gostei do texto do camarada
Miguel, o lobo praiano alviverde, relembrando um Palmeiras X Santos – o jogo do século 20, para ele - disputado no estádio Pacaembu, em 7 de março de 1958 (eu ainda não tinha completado três aninhos, hehehe). O resultado foi 7 X 6 para o Santos de Pelé. O relato do Miguel avivou as lembranças do meu jogo do século 20: RS X Brasil, em 1972, no Beira-Rio. Qualquer hora conto esta história, se obtiver a permissão do trio mais biruta da terra – Moe, Larry e Curly, os três neurônios que me restam.
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A minha festa de final de ano vai rolar no próximo findi. Começa sexta-feira. A partir de então, Baco e Vênus (ou Dioniso e Afrodite) estarão no comando do leme. Que Scott e Zelda Fitzgerald nos protejam.
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Conheci Mademoiselle Melancolia quando era um delinqüente juvenil em formação. Na época, Seu Antonio – o homem magro que escolheu ser meu pai – deu um recado sucinto: “ela é má”. Com o decorrer dos anos, constatei que, como em muitas outras questões, o pai estava certo. Nem por isto não me deixei aprisionar nas diversas armadilhas preparadas por madame. Trata-se de uma fêmea sedutora. E igualmente devastadora. Porém, apesar da atração, com o avanço dos anos aprendi a resistir aos seus encantos. Não é uma tarefa fácil. Nesta semana, por exemplo, ela apareceu no meio da noite, ajoelhada ao lado da minha cama, entoando sua ladainha pessimista. Tentei fugir – liguei o computador, coloquei um CD do Vinicius. Amenizei, mas não eliminei o perigo por completo. Pela manhã, abri a janela e ela se foi. A Velha Senhora não se dá bem com luz do sol, céu azul e canto de pássaros. Mas, sorrateira, continua rondando meus domínios. Tratei de vedar a porta e, desde então, mantenho as janelas escancaradas (o brilho das estrelas também não lhe faz bem) e fiz das músicas de
Gilberto Gil minhas canções de ninar.
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Cadê o texto que estava aqui? O gato comeu. No domingão, depois do futebol, onde o Glorioso Colorado dos Pampas sagrou-se vice-campeão do Campeonato Brasileiro, escrevi e publiquei um texto fazendo referência às vivências no universo dos aficionados da bola. O post não viu a luz do dia, deletei antes do amanhecer. Não estava ruim, mas o considerei verbalmente por demais audacioso. Elegante, mas com palavras inapropriadas - a influência de Seu Antonio persiste em mim: palavrão não. Neste aspecto, um escriba que domina seu ofício jamais será explícito, apenas insinuante. Meu pai não entendia de escrever, mas sempre confiou que eu faria o melhor possível em qualquer circunstância – decadence avec elegance. Assim, censurei a mim mesmo. Nada temos a temer, exceto as palavras.

Ao contrário da Folha de S. Paulo (um jornal que publica palavras de baixo calão) a Toca é um espaço familiar. Sem piadinhas, por favor.
(Apenas duas leitoras, notívagas como eu, leram o texto e, com a gentileza que caracteriza as Deusas, teceram comentários educados e preocupados. Thanks e sorry, garotas).
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Estou triste com e pela Beti Timm. Há cerca de três meses estava se preparando, artística e emocionalmente, para participar do 1° Encontro Nacional de Blogueiros. Além do prazer de encontrar e consolidar ao vivo amizades forjadas no âmbito virtual da blogosfera, a exposição de seus quadros seria uma das atrações culturais do evento. Infelizmente, as expectativas não se conjugaram ao presente. O encontro, marcado para o próximo fim de semana não vai acontecer. Por múltiplas razões, o ovo do Betho gorou. Pena.

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Beijos, matriarcas. Abraços, paisanos.

A ilustração lá em cima é um quadro de autoria da Beti Timm.

Uma festa móvel

Gosto de dezembro. O que me agrada especialmente são as festas. O mês começa em alto estilo com o aniversário da Preta Timm; prossegue no mesmo diapasão com a festa de fim de ano do local onde exerço minhas atividades profissionais (atualmente o Sindicato dos Árbitros de Futebol do RS - sabe-se lá até quando, tóctóctóc, valei-me São Jorge); continua com os natalícios do cunhado Beto e da sobrinha e afilhada Adriana; ganha impulso com a comemoração do Natal e atinge o ápice com o meu aniversário, patamar em que se mantém até a chegada do Ano Novo.
Para mim, dezembro se assemelha a Paris dos anos 20 descrita por Hemingway: uma festa móvel. Tem sempre uma comemoração acontecendo, para a qual estou convidado. Este ano há ainda o bônus representado pela minha recepção que deverá acontecer nos próximos dias. A propósito, um detalhe pitoresco: a última festa que patrocinei durou oito dias – três de comemoração e cinco de recuperação, com direito a doses industriais de glicose na veia (é preciso cuidar da saúde).
Porém, não existe almoço, no caso festa, grátis. Nos próximos dias tenho que dedicar o melhor das minhas habilidades jornalísticas para fechar o Marca da Cal,uma das publicações que garante o meu estilo de vida pontuado de luxo, fausto e riqueza.
Assim, saco!, contra a vontade serei obrigado a abandonar este espaço nos próximos dias, bem como racionar as visitas às companheiras e companheiros virtuais.
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Beijos, beldades que são o motor do meu bom viver. Abraços, camaradas de armas e competidores em potencial.
Eu vou, mas volto.

Quase tudo é verdade

Há quem duvide da veracidade dos relatos publicados nesta conceituada Toca.
- É tudo invenção – opina um.
- O Jens é um mentiroso contumaz – assevera outro.
- Além disto, tem uma mente doentia – garante um desafeto figadal.
- Nem por isto deixa de ser adorável e lindinho – atesta, com conhecimento de causa, uma gentil bela dama.
Excetuando-se a manifestação da Deusa, não é bem assim. Como homem de imprensa antenado com os usos e costumes profissionais do meu tempo, só minto, invento e manipulo fatos quando é estritamente necessário. Jornalista pragmático, coloco os interesses de quem me paga acima de tudo. Os credores e o coronel Jack Daniel´s agradecem.
Porém, aqui neste espaço não há necessidade de recorrer às artes do ilusionismo, já que sou meu próprio patrão insensível (a propósito: enviei um email para mim mesmo reivindicando pagamento; estou cansado de trabalhar de graça).
Assim sendo, comunico ao distinto leitorado que as Deusas e os companheiros de copo, a quem com constância faço referência, de fato existem. Da mesma forma, correspondem a verdade factual os acontecimentos aqui narrados.
A única nódoa neste devotado e público culto à verdade são os elogios com os quais sou brindado constantemente e que a modéstia me impede de revelar na sua integralidade.
Como prova de credibilidade, reproduzo acima o panfleto promocional do Lara´s Drink Bar, de propriedade do audaz empresário que protagonizou episódio contado alguns posts abaixo. Não sou o autor da peça publicitária. No caso, minha contribuição restringiu-se a sugestão do Banho de Espuma às segundas-feiras e do Buffet Sexy às terças. Antes que seja acusado de pervertido, esclareço que apenas copiei ideias apresentadas nas tardes dominicais da televisão. A culpa é do Faustão e do Gugu.
Aos interessados em desfrutar dos prazeres oferecidos pelo estabelecimento, solicito que digam meu nome quando indagados sobre a fonte que lhes indicou o local. Não vão ganhar desconto, mas eu vou ganhar uma modesta comissão.
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Tentem não me trucidar, garotas. Divirtam-se, rapazes.

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