Coffee break



Se por alguma razão obscura (por exemplo: Estudo sobre Mentes Perturbadas no Extremo Sul do Brasil na Primeira Década do Século 21) um historiador do futuro decidir analisar a minha trajetória pitoresca por este vale de risos e lágrimas, vai concluir que o período compreendido entre o final de 2009 e o início de 2010 não figura entre os momentos mais exuberantes da minha existência rocambolesca.
Ao contrário, as coisas estão um tanto quanto nebulosas por aqui, tanto no aspecto pessoal como profissional. Como fui educado de acordo com as refinadas tradições da escola do cavalheirismo britânico, não vou entrar em detalhes sórdidos (alguns) e comoventes (outros). Além do mais, uma das minhas resoluções de Ano Novo é reclamar menos da vida. Portanto, sem choramingos.
Ocorre que os contratempos do cotidiano me impedem de fazer uma das coisas que mais gosto, que é interagir com o pessoal que aparece por aqui – a minha turma. Gosto de dar e receber (sem gracinhas, rapazes, estou me referindo aos comentários na blogosfera). Como isto não é possível no momento – estou recebendo muito e dando pouco em troca – decidi interromper temporariamente as atividades na Toca.
Então, vou. Mas volto.
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Beijos, divinas damas. Abraços, gentis cavalheiros.
Pra cima com a viga!

O ovo podre do Betho


No decorrer do ano passado, o blogueiro Betho Sides anunciou a promoção do 1° Encontro Nacional de Blogueiros (rolar a página).

O evento deveria realizar-se nos dias 12 e 13 de dezembro em São Francisco do Sul, em Santa Catarina.
O Encontro não aconteceu. Segundo o blogueiro Betho Sides, a razão do cancelamento foi o número insuficiente de participantes - 34, quando o número mínimo estipulado em contrato era de 60 (máximo de 100).
A partir do não acontecimento, o blogueiro Betho Sides apresentou duas opções aos 34 participantes em dia com seus pagamentos: 1) manter a inscrição e aguardar a realização em fevereiro (desde que atingido o número mínimo de 60 participantes); 2) receber o dinheiro de volta.
No que tange a Beti Timm, o blogueiro Betho Sides revelou-se um homem que não honra a palavra empenhada. Ela optou por receber o dinheiro que pagou e até agora não viu a cor da verba.
O blogueiro Betho Sides, cioso quando se tratava de cobrar eventuais atrasos no pagamento das parcelas, faz ouvidos de mercador agora que é cobrado. No dia 14 de dezembro prometeu que o dinheiro estaria depositado no dia 15. No seu último email, um primor de torpeza, datado de 22 de dezembro, reclamou do rancor manifestado por Beti Timm que continuava cobrando do blogueiro o cumprimento da sua obrigação de devolver o dinheiro: "Hoje fiz um DOC pra você. Desculpe a demora", escreveu com a cândida desfaçatez dos ignóbeis. Desde então, silenciou.
Uma das características do blogueiro Betho Sides é a crítica mordaz aos malfeitos dos políticos e governantes, mormente da situação, quando no trato com o dinheiro público. Vê-se, agora, que ele não aplica nos seus negócios a mesma postura ética que exige dos gestores públicos. Trata-se, portanto, de um falso Catão, um pregador moral de cuecas - alguém de quem o bom senso recomenda não comprar um carro usado. Ou qualquer outra coisa.
Betho Sides é um escroque. Um caso de polícia.


* O título faz menção ao texto que publiquei aqui quando participei do concurso promovido por Betho Sides. Na ocasião eu não sabia, sequer imaginava, que o ovo era podre. Como o seu caráter.

O fim e o começo


Acabou, enfim. Não me refiro a 2009, mas, especificamente, à temporada festiva do final de ano. Particularmente, foi um período estranho – nem alegre nem triste. Ao contrário de anos anteriores, não fui para a casa da mana Rosa em Floripa. Imperativos de natureza laboral impediram o deslocamento. A permanência na capital dos gaúchos, temporariamente transformada em sucursal do inferno, em razão da canícula inclemente, acentuou o sentimento de solidão que convive comigo. Esta sensação de abandono fez com que atravessasse os últimos dias dividido entre e a euforia e a melancolia, a arrogância e a autopiedade.
Na verdade, nunca estive só. No Natal, aniversário e Ano Novo, além da presença física da ex Bete Timm e da herdeira Mariana (nos dois últimos eventos a Rainha Preta declarou forfait; escafedeu-se para Garopaba em companhia de Alexandre, seu Cavaleiro Andante), tive a companhia e o afeto de amigos distantes e virtuais através de comentários aqui na Toca ou mensagens enviadas através de email – além de telefonemas especialmente gratificantes. A todos, thanks.
Mesmo assim me senti só. Esquisito, né?
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Papai Noel não trouxe a minha Jacuzzi. Apesar de frustrado, entendo a ausência. Na última vez em que apareceu na vizinhança foi confundido com um assaltante e quase levou chumbo quente. Além disso, soube que Caloca e seus sequazes pretendiam roubar o bom velhinho. O plano era deixá-lo nu e amarrado nas areias de Ipanema, vender os presentes aos comerciantes locais por preços módicos, transformar o trenó em lenha para fazer uma fogueira na qual seriam assadas as renas, numa grande festa comunitária de final de ano.
Para quem ainda não sabe, informo que o Caloca é um intelectual orgânico eternamente desempregado por convicção ideológica. Sobrevive às custas de achaques e da mesada que recebe da mãe. Tentou tingir a sua intenção nefanda com as cores nobres do socialismo, argumentando tratar-se de um ato político contra um símbolo do capitalismo malsão.
Para ele “Papai Noel não passa de um maldito vendedor”. Diante do meu ceticismo, revelou, em off, seus verdadeiros objetivos: “embolsar uma bufunfa legal e fazer uma churrascada com carne de rena”.
O Caloca é um intelectual de formação trotkista. Depois de saber das motivações mesquinhas que o levaram a elaborar o plano sinistro, começo a considerar que talvez Josef Stalin não estivesse assim tão errado na sua ojeriza aos seguidores do criador do Exército Vermelho. Meu reino por uma picareta! (Piadinha política de gosto duvidoso; só para velhos dinossauros da esquerda).
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Minhas resoluções de ano novo são duas:
- Não me queixar tanto da vida (o que vai exigir um grande esforço, já que ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de Baudeleire. Ó vida, ó dor).
- Engordar 10 quilos no mínimo (no máximo 15). Estou pesando ridículos 60 quilos – o mesmo de 40 anos atrás, quando era carinhosamente chamado pelas meninas de “Bolo Fofo”.
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Meus desejos para 2010 são dois:
- Trabalho, trabalho, trabalho. (Neste aspecto, nuvens plúmbeas ameaçam toldar o horizonte. Tóctóctóc! Juntem seus pensamentos positivos aos meus para evitar que o pior aconteça).
- Saúde, muita saúde (especialmente pra mãe, Dona Arminda. A propósito, ficaria grato se aqueles entre vocês que tem o costume de rezar, a incluíssem nas suas orações).
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Então tá, começou tudo de novo. A gente continua se vendo por aí.
Que as coisas deem certo para todos nós em 2010.
Beijos, garotas. Abraços, rapazes.
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Pra cima com a viga, moçada!


(PS: quinta-feira o bicho vai pegar. Vou denunciar aqui um escroque que atua na blogosfera. Caso de polícia).

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