Mulherzinhas

Aproveitando os ritos momescos, meu associado Moah retornou à Sampa, sua terra natal, tecendo com este gesto uma oportuna aliança entre o agradável e o útil. O prazer é por conta do reencontro com os familiares para uma providencial e salutar troca de afetos e carinhos. Já a utilidade consiste no fato de que a distância o manterá temporariamente afastado da sanha de credores empedernidos. Apesar da ausência significar, para mim, sobrecarga de trabalho, incentivei-o a ir, pois sei por experiência própria dos malefícios físicos e mentais causados pela nobre e difícil arte de engambelar comerciantes, síndicos, agiotas, banqueiros e usurários em geral. O Moah precisa espairecer.
Alias, presumo que foi por esta razão que ele, um fervoroso integrante das hostes da Nação Alvinegra do Parque São Jorge, desfilou na ala das baianas do Grêmio Recreativo e Cultural Escola de Samba Gaviões da Fiel, a ramificação carnavalesca da torcida corintiana. Informações fidedignas repassadas por meus perdigueiros na capital paulistana dão conta de que o Moah desempenhou o seu papel com brilhantismo, tanto no quesito samba no pé como no remelexo das cadeiras. A fantasia de baiana assentou-lhe maravilhosamente. Bravo, companheiro. Por vezes a franga precisa sair do galinheiro.
***
A propósito do tema, me impressiona a compulsão que leva um contingente não desprezível de homens a fantasiar-se de mulher durante o reinado de Momo. Em Florianópolis já virou uma tradição que a cada ano conquista adeptos das mais variadas idades e estilos de vida. O mesmo acontece em outras localidades do país, como comprovam imagens veiculadas na tevê e fotos publicadas nos jornais. Até onde é possível perceber, os foliões a que me refiro não têm parentesco próximo com travestis, transformistas e congêneres. São cidadãos das mais diversas profissões, pais de família, estudantes ou simples desocupados, na maioria convictos da sua heterossexualidade, que nos dias de folia abandonam a prudência cinza do cotidiano e se comprazem em pastichar a figura feminina.
Não sei o que impulsiona a adoção deste comportamento, que agrega também a imitação grotesca da voz e dos trejeitos femininos. Talvez seja aquela inveja que segue o rastro da admiração. Ou a mulher interior clamando por liberdade.
Já as mulheres não partilham do mesmo desejo de transformar-se em seu oposto. Ao menos em público. É raro encontrá-las em grupo fantasiadas de homens.
Ajuizadas, as damas.
***
O Beto, o sisudo patriarca dos Lima, consorte da mana Rosa, a doce matriarca, vivenciou a experiência agora protagonizada pelo Moah. Foi há muito tempo, na cidade de Pelotas. Porém, diferente do meu associado, fantasiou-se de melindrosa – a cabeça coroada por uma tiara azul, o corpo semi-coberto por um vestido enfeitado por franjas da mesma cor do céu, o pescoço adornado por um colar de pérolas falsas e lábios realçados por um batom carmim. Encantador(a). Ele bem que tentou destruir a comprovação visual e colorida deste momento histórico e revelador. A mana Rosa não permitiu e deixou sob meus cuidados o registro fotográfico. Como ensinou o general Golbery do Couto e Silva, o idealizador do Serviço Nacional de Inteligência – o BBB da ditadura militar –, documentos históricos devem ser preservados para o bem ou para o mal. E, acrescento eu, também para eventuais chantagens levadas a efeito por um cunhado inescrupuloso em constante conflito com cobradores de implacáveis. No decorrer dos anos, tal foto tem-me sido de extrema valia. Não exagero ao dizer que graças aos dividendos auferidos através das ameaças de divulgá-la, livrei minha delicada e acetinada pele das sanções físicas aplicadas aos inadimplentes contumazes, que, aqui na terra dos baguais, incluem vergastadas de vara de marmelo ou relho de couro cru trançado.
***
No que me concerne, creio que a porção mulher é um tanto negligente no que diz respeito a questões do vestuário, pois até o momento não apresentou nenhuma reivindicação neste sentido. Suas prioridades são outras, que não explicitarei em obediência à discrição indissociável do comportamento público exigido daqueles que foram educados sob as rígidas regras de conduta do cavalheirismo britânico. No entanto, posso revelar que fui convidado para desfilar vestido de prenda nas comemorações da Semana Farroupilha, na próxima primavera. 
Estou avaliando a proposta com carinho.
 ***
Beijos, colombinas. Abraços, pierrôs.
Aproveitem. Tá quase no fim.
Pra cima com a viga.
Ah sim, Salve o 8 de março. Beijos especiais, damas.

38 Response to "Mulherzinhas"

  1. Cris says:

    Também sempre me perguntei o porquê desse fetiche de alguns representantes do sexo forte em ser lindas por algumas horas - já que é impossível durante o resto do tempo ( ao menos aparentemente).Dizem que até Freud vez ou outra gostava de se admirar usando a anágua da patroa...

    Bj

    Solta a franga, Jens! De que outra forma vais saber como é ser mulherzinha? E não esqueças de levantar a perninha, como essa aí da foto. Depois nos conta a experiência. Provavelmente vais ter discípulos. Meu abraço.

    Susi^^A^^ says:

    kkkkk....Precisando de umas dicas femininas pode me chamar... Só que de verdade, espero que vc, continue sendo o cavalheiro que és, já que restam tão poucos deles hoje em dia. rs, bj

    susi says:

    E esse twitter? não funciona?

    Lucimere says:

    (risos)
    Jens, não sou feminista, sou humanista, não me entenda mal, mas a minha proposta de nos cobrirmos um pouco mais, não tem os mesmos desejos da sua, pois, a minha proposta não é para que os homens agucem o seu tesão e sim que sejamos respeitas; Acho que a nudez deprecia, infama, escraviza e rotula a mulher e não participo com gosto dessa trama toda; Além observar que muitas mazelas, pelas quais, ainda, passamos são frutos diretos dessa nudez. Acho muita burrice essa nudez toda, mas sei que o sistema é mais forte e lutar é quase impossível, pois bunda e peito de fora gera divisas para o Brasil... Bem, deixa eu calar a minha boca, por o meu blog é para minha diversão pessoal.
    Obrigada pelo comentário, a cachaça de todo blogueiro.
    Obrigada, também, pelo afeto especial do dia de hoje, recebo-o com carinho.

    Agora, deixe-me ler.

    Lucimere says:

    (mais risos)
    Será, que a semana farroupilha será mais apropriada?
    Concordo qdo diz que pode ser aquela inveja que chega as raias da admiração.
    Eles, elas, não sei mais como usar o pronome, estão cada vez mais empenhados e interpretar o papel com exatidão e isso muito me agrada, pois gargalhar até doer é um dos prazeres que eu não dispenso nessa minha vida.
    Diz ai pro seu amigo Moah, que a malandragem para a qual eu advoguei durante uns anos, rezava que: As dívidas velhas não se pagam e as novas esperam-se envelhecer para que não se paguem também, daí, como meus honorários foi incluído no rosário, cai fora e não sei bem como termina essa história.
    Não! não, estou aconselhando ninguém a nada, apenas, lembrei do causo.

    Bom restinho de carnaval

    Lucimere says:

    Meu comentário, não tem, de jeito nenhum, o escopo de inibir os comentários da besta-ferra(rs), por favor, deixe-a extravasar os seus extintos, ao menos lá no Toco, pois segredos nefandos me interessam...
    só quis mesmo esclarecer, já que, aqui, vale o que tá escrito.
    bj

    Lucimere says:

    (fera)

    Cuidado, bagual, não me vás exagerar na fantasia de prenda.
    Vai que acostumas... rsrsrs

    Abração.
    Pelo visto já estás escrevendo sem o auxílio da tua assistente. Do que deduzo tuas melhoras e te parabenizo.
    Pra cima com a viga, sempre!

    Você está certo que é amigo desse Moah? E do Beto? Estou brincando, amigo é pra isso mesmo! Com relação aos catarinenses, não só os de Florianópolis, soltar a franga é algo que eles sabem fazer com maestria. E depois somos nós os viados. Mas tudo bem.

    Cuide-se e fique bem.

    Saudações coloradas.

    b says:

    Serei breve e entenda como quiser.
    Acho os homens que se vestem de mulher no carnaval, muito sensuais.
    Identificação ou os votos de que todo homem saiba botar a franga, a galinha, a coelha, a gata, a cadela, prá fora.
    O Ying deles é tão conveniente...

    Vais says:

    Ei, Simpático,
    mesmo destilando sua acidez critica aí pra baixo
    a Toca tá um carnaval, alegria e fantasia não faltam
    grata pelos beijos especiais
    beijos pra você também Jens e tudo de bom

    C. says:

    Well,quero começar te elogiando, porque no que abrange o assunto ´mulher` se nao tiver elogio... sabe né rs

    Adoro ler teus textos tao bem engendrados, dá gosto. Sem contar que valoriza os da gente, com seus comentários.

    Pronto, agora que soltei um pouco da minha porcao mulher, espero também que solte a sua nas Farroupilhas, porque afinal, como diz Fernando Sabino numa frase, mas agora readaptada por euzinha, ´se na fantasia buscamos recriar a verdade que se esconde sob a realidade, na vida corro o risco (às vezes fatal) de recriar algo que só existe na imaginação dos outros` hehe

    E como diz tu, pra cima com a viga! ;)

    janara says:

    adorei o post, espero que seu lado feminino se revele de maneira mais feroz no próximo carnaval e você esperimente um belo vestido rosa, é uma ótima sensação, kkk, brincadeirinha, mil beijos, bom restinho de feriado, Janara.

    "Meu caro amigo, me perdoe, por favor, se não lhe faço uma visita"... Há semanas! O Tempo me foi curto e só agora ponho todas as minhas opiniões à sua vista (e a prazo, em considerar também que algumas pérolas eu já havia lido na correria, ainda que sem comentar): li sobre "meleca, sexo, berros e gemidos" da Marisinha (quer dizer que, além de gostosa e severa enfermeira, a moçoila é dada a existencialismos dos mais físicos? Vai longe essa moça: também, aprendendo tudo e mais um pouco com o "Chefinho"...) no 'blog' amigo (mas e a Beth Carabina? Perdi contato com ela... Diz pra que ela me escreva por 'email' - o mesmo se aplique a ti, bagual: dilbertolrosa@gmail.com); ri muito com tuas tentativas de loucas e viciosas escapadas no bar ("Se Maomé não vai à montanha..." Os cigarros e as cervas têm que aparecer, não é mesmo?); concordei contigo quanto às intimidades serem chatamente expostas a céu aberto hoje, tal qual uma eterna e pública dantesca cena entre dois cachorros ciosos de seu cio... (também gosto da doce putaria, mas latente, entre páginas de revistas e cenas de filminhos às antigas... Com a Digníssima Senhora é só Santidade...); por mais delirantes que possam ser aqueles seios (adorei a briga interna do "Cabeça de Pudim", yac, yac!), eles são tão parecidos quanto quaisquer outros, não... (falo disso nos Morcegos, caso interessar possa)?

    E, por último, mas não menos importante, Vossa Majestade, como bom e cavalheiro Rei que é, lembrou-se das mulheres em sua homenagem às avessas, exconjurando as estranhas delícias por que devem passar os adoradores de Momo e do uso de cintas-ligas! Concordo com você e vou além: a porção mulher que em mim até então se resguardara, como diria o Poeta, não se manifestou ainda nem com plumas, nem com paetês: a bicha é o maior sapatão, 'thank God'! No máximo, aflora aqui e acolá na hora de produzir um textinho poético: afinal, é justo e necessário que as moças leiam e se identifiquem com o que estão a ler para que o reconheça como um bom bagual, não é mesmo?!

    Abração e pra cima com essa viga AVCística, rapaz: tu és maior!

    Magui says:

    O homem veste-se de mulher para ridicularizá-la, desmerecê-la,debochar, levar ao escracho suas característica, suas complexidades que jamais entenderão mesmo depois da natureza criar mais 4 milhões de neurônios para tal.. Homens que não se vestem de mulheres no carnaval é pq a respeitam e a amam.

    Este comentário foi removido pelo autor.
    Soninha says:

    Ops...desculpe-me. Saiu com outra ID.

    Olá, Jens, querido amigo!

    Vestir-se a caráter considero atividade normal e o trevestismo pode ser inofensivo, olhando por este prisma...
    O Juiz usa toga, o maçon usa o balandrau, o padre usa batina,o soldado usa farda. Normalisto. Mas, é interessante quando os homens aproveiam a festa de Momo para se sentirem a vontade em usar roupas femininas e é ruim o modo como o fazem, de forma exagerada e com trejeitos,como se a roupa causasse este efeito demuar a voz e os gestos,que aliás são grotescos.
    Mas, para os adeptos do carnaval,vale quase tudo na corte de Momo...sei lá!

    Adorei saber que Moah é meu conterrâneo...uh huuuuu!

    Bom restinho de semana.
    Muita paz! Beijosssssss

    PS: quero ver fotos suas vestido de prenda,tá?! rss

    Soninha says:

    Em tempo
    Vixe...
    So sorry...muitos erros de digitação.
    Sem querer me desculpar,mas,meu teclado está ruim.

    Mais paz!

    Loba says:

    Tou com a Bárbara! Estes homens são deveras sensuais!
    Agora, que graça teria eu me vestir de homem? Na verdade, perderia a graça!

    Queria fazer como o Dilberto... parece que o carnaval destravou seus dedinhos, né? ou seria sua inspiração? rs... Gostei de ver!

    Saudade de um tanto, gaúcho! Beijo na boca!

    Iza says:

    Jens, quanta coisa boa para ler. Desde que fiquei afastada você escreveu para valer.

    Quanto ao texto e mesmo não indo a carnaval eu adoro ver os homens vestidos de mulher. Eles tentam de toda força imitar os trejeitos femininos e como não conseguem eu sempre caio na risada.

    Eu realmente penso que alguns querem mesmo é sair do armário.

    Beijos!

    C. says:

    Amém! ;))
    Palavras ´fio de ouro`

    Também não chego a compreender muito bem a razão dessa transformação que o carnaval favorece tanto. Mas deve haver alguma, embora eu não tenha nada com isso.
    A dupla da foto - lembra deles? - era uma delícia. O filme também era, vi duas vezes.
    Beijo pra você.

    São says:

    Eis-me também perplexa com a quantidade de travestis carnavalescos, alguns bem grotescos.

    No fundinho, o que eles querem mesmo é ser mulher!

    Mas não o é quem quer, rrss

    Um abraço com muito gosto em o ver aqui.

    Combatente, esse negócio de homem vestido de mulher tá ultrapassando o período do Carnaval e virando prática costumeira... Tem até nome importado: chama-se cross-dressing. Cada um, cada um...
    Um abraço.

    P.S. Achei bem sacada (no bom sentido) a foto da postagem, com o Tony Curtis e o Jack Lemmon.

    Magui says:

    Sobre o site e texto, é preciso ser mineiro para entender. Em Minas existe um MMM- Movimento dos Machistas Mineiros cujo presidente é meu conhecido , um debochado , um gozador de primeira linha, muito inteligente e há anos faz este tipo de deboche.Desde quando era estudante de engenharia ele faz piadas sobre o machismo mineiro. Ele vestiu-se de Guerrilheiro do Caparaó e entrou no baile de carnaval da Sociedade Mineira de Engenharia em plena ditadura.Como foi expulso, voltou vestido de fralda e mamadeira gigante.Colocou na madrugada e qd o dia amanhaceu e o povo foi fazer desfile,uma saia de concreto armado na estátua de Tiradentes ( famosa ) no dia 21 de abril , em plena ditadura.Criou um manual para os machistas em várias unidades que vendem em bancas de revistas. Qt ao texto em referência não diz que é para mulher.Portanto o jornalista é que ou não tem senso de humor, ou está por fora do humor mineiro, ou é machista. Não sei se vc já viu um anúncio na Globo sobre Minas e que diz: Minas são muitos mundos.

    miguel says:

    Jens, também me aguça a curiosidade saber porque muitos homens se fantasiam de mulheres no carnaval, e há os mais fanáticos que se cobrem, como vc disse, com os jeitos e trejeitos das nossas bem amadas. Para não dizer que não vi, presenciei apenas uma moça fantasiada de homem, porém na entrevista não mudou voz e modos, imagino que ela não estava lá essas coisas como homem. Meu caríssimo, vc está melhor? Grande abraço meu velho, continuamos na torcida. Até a próxima.

    Eurico says:

    Esse meu alter-ego, o Carlinhos do Amparo, está meio mal-assombrado. Num é que ele comentou por mim, no comment acima.
    Ainda bem que te felicitou e te desejou saúde. O que faço agora em meu nome. rsrsrs

    Assina:
    Eurico rsrsrs

    Ruby says:

    Tens razão, Jens, cada vez maior o número de homens que se vestem de mulher no carnaval. No domingo ao sair pra almoçar, fiqiei sem poder atravessa uma rua por alguns minutos porque um bloca masculino stava todo travestido de mulheres e até bem vestidas! Enquanto elas se despem eles se vestem, enfim, as mulheres se exibem cada vez mais no carnaval porque querem aparecer e serem famosas nem que seja por alguns segundos ou em algumas fotos publicadas em site ou revsiat qualqrer. Obrigada pelo comentário dos filmes, estava esperando o seu com ansiedade.

    Camarada, esta semana vi uma reportagem sobre Floripa, relatando que a mesma já é a terceira no Brasil, em turismo gay, só perdendo (aff...) para o Rio e Salvador, mas que está em franca ascendência, assim, projeta-se ultrapassar breve as concorrentes. Quanto a se vestir de mulher, não se prenda não, pois tenho certeza que daríamos um belo par de sapatões.

    Ei,bagual,sumi mas estou voltando.Não com mta assiduidade pq tenho mil coisas a fazer.Pra falar a verdade,sou a pessoa mais enrolada do planeta,então consigo dar nó em pingo d'água como ninguém e,assim,não dou conta de mta coisa ao mesmo tempo.Dizem que homem é que é assim,então,meu cérebro é masculino,fazer o quê? Defeito de fabricação,só pode!
    Qto aos teus amigos que gostam de se vestir de mulher no carnaval,parece que isso é contagioso:vi um monte de marmanjo de salto alto e bigode.Ô combinação!Mas são divertidos pq são homens de fato.Sabe,fico te imaginando de "prenda"... vestidinho florido,sapatilhas e lacinhos no cabelo? Sei não,mas com esse cavanhaque... Baton não,viu minha linda? Talvez um rimelzinho básico para deixar o olhar mais expressivo... hehehe.Encara essa e depois posta uma foto pra suas fãs.
    Acho que o carnaval por aí deva ser bom.Aqui... melhor não comentar num blog decente como este.Mas no meu mandei lenha pq não foi carnaval,foi uma tsunami de horror.
    Vc ta bem,né amigo? Continua a melhorar com as fisio,espero.
    bjssss,prenda minha. :-)

    Georgia says:

    Jens, pois é, se o Allan souber os números da senna eu tb vou querer saber.

    Esses assuntosde carnaval nao entendo muito porque as pessoas querem mostrar nesses dias aquilo que elas gostariam de ser o ano inteiro. Nao sou de carnavalenem de folia, nao por ser Batista, rs, mas porque nao gosto de aglomeracao, muita gente e muito barulho. Deve ser a idadechegando, rs.Mentira, acredito mais que seja por causa da minha enxaqueca que nao agüento lugares barulhentos.

    Boa semana

    Abracos

    Fernanda says:

    Vestido de "prenda", que é isso? Embrulhado com laçarote!?

    Tanto acredito que sejam os homens muito seguros da sexualidade deles que se fantasiam de mulher, como aqueles que gostariam de ser mulher; em resumo, olhando nunca se sabe o porquê! LOL...

    Beijo, Dr.Jens!

    Fernanda says:

    LOL!
    No Brasil vocês utilizam mais o "kakakak...", em Portugal utilizamos a onomatopeia: ahahahaha, ou então o "LOL" ( Laughing out Loud= rir ás gargalhadas).

    Ainda estou à espera de esclarecimentos sobre a "prenda"!?

    Em relação ao seu comentário, tem razão, aqueles desenhos animados da nossa infância não eram de todo "paz e amor", no entanto era outro tipo de violência; era a luta pela sobrevivência, era a expressão da natureza do animal ( Tom a querer apanhar o Tweety, para o comer), era a luta pela dama amada (Popeye versus Brutus), com muita gargalhada à mistura e fim feliz, as personagens eram indestrutíveis.

    Actualmente esses desenhos de imagem parada ou de imagens hiper rápidas e psicadélicas, tanto passam para crianças pequenas, como para as mais velhas, como o meu filho que tem 10 anos. É aflitivo ver uma coisa daquelas!

    Desenhos animados como o Snoopy têm a característica de agradar a graúdos e miúdos, e será que não deveriam todos ser assim? Eu acho...

    Beijo

    Camille says:

    Embora eu nao seja chegada no Carnaval, acho que voce ficaria muito engraçado de Melindrosa na Banda de Ipanema, onde os homens sempre satisfizeram esse fetiche interessante.
    Minha ginecologista me contou em seu consultorio que tem muito homem saindo na surdina com as roupas da mulher. E nao é no carnaval não. O fetiche ai pega mais embaixo, literalmente. (Que horrivel dizer isso assim) Mas como o mundo esta mesmo nos finalmentes, viva a liberdade de expressao,isso sempre, inclusive para os maridos que gostam de calcinha de renda nao é? O importante é ser feliz e avisar a esposa direitinho, para que ela morra no final do mundo e nao antes...
    Bjos e a amargura de quem acompanha o noticiario. Como diz minha filha: "mas eu ainda nem cresci!"

    Fatima says:

    Passei para deixar meu bj pro cê!

    C. says:

    Oi lindao,
    adorei a "voz de veludo"!!
    Eu ia propor à todos a mesma coisa, mas deixei para quem ficasse a fim. Ia adorar ouvi-los, um por um. Que tal?

    A nova música do Ednardo é show, fiquei imaginando o que seria ter os 18 anos dele(esse Ednardo é bom hein).

    Entao né ;) outro beijo para você também!!

    Luma Rosa says:

    Fato já comprovado, mas aqui no seu bloguinho, pelo texto e comprovado em alguns comentários - fantasiar-se de mulher pode ser fetiche tanto para homens quanto para mulheres! E também, quanto mais macho, mais esse macho desabrocha quando tem oportunidade. Os "Crossdresser" são bastante organizados e não pense que ficam restringidos apenas ao período do carnaval.

    Mas tudo não passa de uma brincadeira, não é mesmo? Mesmo que alguns sejam sérios, aproveitam a oportunidade para mostrar ao público que a felicidade não se restringe a quatro paredes.

    Olha, se você resolver vestir-se de prenda na semana farroupilha, tome cuidado nos detalhes postiços :)

    Beijus,

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