Um case de sucesso
Recentemente, Bruna Surfistinha esteve na capital dos gaúchos vendendo livros, distribuindo autógrafos e palestrando. Recebeu a deferência dedicada às personalidades que se destacam de forma positiva no universo literário e empresarial, constituindo-se em exemplo para as gerações mais novas.
No rádio, um respeitado jornalista local exaltou seus dotes intelectuais. “Isto é literatura!”, derramou-se o vetusto homem de imprensa, sem ironia na voz, depois de ler um excerto de O Doce Veneno do Escorpião, o livro de Raquel Pacheco, o nome de batismo da moça. Assustado, pensei que ele a indicaria para o Prêmio Nobel de Literatura. Não foi possível ver, mas deu para sentir o constrangimento da autora (que, a propósito, teve a ajuda de um profissional das letras para escrever sua obra prima). Só faltou pedir ao entrevistador: menos, bem menos, professor Ruy...
Nas páginas de um suplemento descolado de um jornal local, direcionado ao público jovem, Bruna foi definida como empreendedora e sua trajetória profissional qualificada como um "case de sucesso." Também aqui a ironia de manteve distante. O jornalista moderninho anotou a predominância de jovens entre a atenta plateia da palestra e os sôfregos fãs em busca de autógrafo e, a suspeita é minha, da receita do sucesso. É possível que a jovem ainda seja eleita a Empresária do Ano.
No rádio, um respeitado jornalista local exaltou seus dotes intelectuais. “Isto é literatura!”, derramou-se o vetusto homem de imprensa, sem ironia na voz, depois de ler um excerto de O Doce Veneno do Escorpião, o livro de Raquel Pacheco, o nome de batismo da moça. Assustado, pensei que ele a indicaria para o Prêmio Nobel de Literatura. Não foi possível ver, mas deu para sentir o constrangimento da autora (que, a propósito, teve a ajuda de um profissional das letras para escrever sua obra prima). Só faltou pedir ao entrevistador: menos, bem menos, professor Ruy...
Nas páginas de um suplemento descolado de um jornal local, direcionado ao público jovem, Bruna foi definida como empreendedora e sua trajetória profissional qualificada como um "case de sucesso." Também aqui a ironia de manteve distante. O jornalista moderninho anotou a predominância de jovens entre a atenta plateia da palestra e os sôfregos fãs em busca de autógrafo e, a suspeita é minha, da receita do sucesso. É possível que a jovem ainda seja eleita a Empresária do Ano.
Senti terror e calafrios diante de tamanha ausência de discernimento entre o comportamento certo e errado, moral e imoral. Ressalte-se que Bruna (ou Raquel, como queiram) não tem culpa da louvação. Apenas surfa na onda da imoralidade vigente. Retrógrado, jamais imaginei ver, ler e ouvir a glorificação da prostituição como meio de vida. Sou remanescente de um período em que não era de bom-tom louvar esta que se convencionou denominar a profissão mais antiga do mundo, especialmente na sala de jantar ou nos espaços nobres dos meios de comunicação. "Eram tempos mais hipócritas, hoje tudo é natural", dirão os arrivistas modernos. Pode até ser. Seja como for, sou um homem em desacordo com sua época e lugar. Preciso me reciclar.
Pensando melhor, não. Neste caso, o anacronismo é uma benção.
***
***
Beijos destoantes, damas. Abraços conservadores, cavalheiros.
Pra cima com a viga.
O desenho lá em cima é da Beti Timm.
O desenho lá em cima é da Beti Timm.


CamaradaJens, tá tudo virado no mundo atual.
Quer saber? Cerro fileiras com os teus conceitos (a idade não me permitira outra atitude).
Me sinto melhor assim.
E saiba,não ´puritanismo não, sempre vivi no meio das operárias da mais antiga profissão. Dewfendi-as sempre que se fez necessário, mas não as incentivei com coias que pudessem levá-las a uma vergonhosa situação.
http://aqueladeborah.wordpress.com/2011/02/28/bruna-surfistinha/
Vale a pena ler esse texto, Jens, de uma feminista paulistana sobre Bruna.
abrax
RF
É possível que eu esteja sentindo um certo cheirinho de preconceito no ar? rs...
Não queria comentar agora, pq estou apressadinha. por outro lado, discordâncias são saudaveis, né? e neste texto, discordo de ti, gaúcho. talvez eu discorde do tipo de exploração que a midia faz ou com a glamurização que ela, midia, dá à Raquel. Mas esta é uma discordância minha em relação aos excessos da mídia, não a este caso especificamente.
Não acho que o comportamento de uma garota de programa possa vir a ser tão ou mai sdanoso que tantos outros que assistimos no nosso dia a dia. A mídia tá cansada de mostrar, passo a passo como se faz um traficante ou um ladrão de colarinho branco. Isso é menos danoso?
Enfim, esta é uma questão que envolve conceitos de moralidade. E todo conceito é passível de discussão, né?
Mas pra não sair sem te fazer justiça, reconheço: vc escreve bem pra caramba!!!
Beijo na boca
Parabéns pelo lúcido texto e principalmente por ter escrito a palavra "arrivista".
Discordo totalmente desse discurso da Loba. Sei que existem coisas mto piores do que exaltar putas. Ainda assim, uma sociedade que se permite endeusar pessoas que nada acrescentam na humanidade é doente o suficiente para deixar que outras distorções mais maléficas surjam.
Um país que acha que BBBs são heróis está realmente no fundo do poço.
Um viva para as putas que merecem respeito como qualquer outro cidadão, mas se for para enaltecer alguém que seja a dona de casa que se vira nos trinta para alimentar um monte de bocas.
Beijocas
Yvonne
Se Paulo Coelho pode estar na ABL...
É como eu digo: se isso é ser moderno, que me chamem anacrónica!
Lamento, mas não posso aceitar estes casos, como exemplos de sucesso a passar aos jovens.
Para mim ainda há valores que são absolutamente necessários ao homem, e à humanidade; infelizmente o "vale tudo" vai ganhando terreno, por apatia da população, ou falsa ideia de modernidade.
Por isso estou totalmente de acordo consigo, Dr. Jens!
Beijo
Jens, tudo muito louco, depois eu quem preciso tomar remédios; Joguei todos fora; Serei apenas uma numa multidão (brincadeira, serei nada).
Não penso que vc precise se modernizar... a gente aprendeu que o capitalismo era voraz e como cada vez mais, só podia dar nisso.
O que será do amanhã...
bjo
e obrigada pelo chute solidário.
Ô pai.
Quando eu crescer, quero ser igual a Bruna Surfistinha - Raquel Pacheco. Porque também quero ser uma menina de sucesso.
;-)
Existe uma notória confusão de conceitos qto a modernidade e preconceitos. Nada contra a Bruninha, mas daí a fazer um filme sobre ela, acho que é forçar a barra demais! E as outras tantas Bruninhas que há por aí, não merecem um filme tb, ou então pq não pagar 1,3 milhão para a Bethania despejar suas "doces" poesias? Um país onde se pode tudo e tudo é normal em nome da modernidade. E não acho justo alegar que se "engole" esses disparates pq isso ou aquilo é errado, um erro não justifica outro. Um país onde se esquece das verdadeiras mulheres detentoras de vidas repletas de bons exemplos e coisas positivas, como Maria da Penha, pq não fazer um filme sobre ela, que tem muito mais a dizer que a "querida" Bruninha? Realmente não é uma questão de preconceito mas apenas do velho e esquecido bom senso!
Eu disse, certa estava Carmen Miranda que saiu com cesta de frutas penduradas na cabeça... ninguém me acredita.
É que o Brasil é assim, tem acarajé e atestado de hipocrisia máxima, regado a pizza, bundas em propagandas de cerveja, putas escritoras e muita indecência, mas todo mundo sorri feliz com seus dentes estragados enchendo o ... de feijoada.
Desculpe lindao, mas tem assunto que nao é preconceito nao, como disse sua amiga ali em cima, mas me revolta.
Ainda bem sobra eu, tu, e alguns outros poucos, né!?
Beijao ao,
Cristina
o anacronismo é uma benção
amém!
Jogo inteiramente no seu time.
Bjs
Esse fenomeno não me é tão estranho... aqui, décadas atrás, um famoso traficante, assassino cruel e sádico, converteu-se a uma famosa igreja evangélica. Num é que o cara lotava os templos nos dias de suas palestras. rsrsrs E eu me perguntava: e aquele bom homem, casto ingênuo e puro, que nunca matou traficou ou roubou nada, sentado lá no cantinho do templo, estará glorificando a Deus, pelo milagre de ter salvo aquele facínora. E por que não ele e sim o criminoso é quem faz os sermões naquela igreja? Vá entender!
As moscas, camarada Jens, as moscas de Zaratustra...rsrsrs E as moscas de qualquer lugar... sempre atraídas pelo odor que mais lhe agrada. rsrsrs
Vamos que vamos! E pra cima com essa danada dessa viga!!!
Combatente, acho detestável quando a imprensa e a mídia em geral forçam a barra em torno de certos produtos ou pessoas cujo valor artístico e/ou cultural é nulo (ou quase nulo), como no caso de Raquel Pacheco. Até aí concordamos.
Mas discordo quando você fala sobre ausência de "discernimento entre o comportamento certo e errado, moral e imoral". O fato da moça ter sido prostituta é o que menos me interessa em toda essa história.
Pessoalmente, nada tenho contra a profissão e o que ela significa, social e moralmente falando. Pelo contrário, até; defendo plenamente este tipo de ocupação, que não é nem pior, nem melhor do que muitas que existem por aí.
Um abraço.
Camarada Jens, fico com a Loba, mas pra variar, penso que nos "bons tempos mais hipócritas" isso não teria lugar. Meu abraço.
Confessa, nobre Jens, tua indignação é essenciamente literária. E com razão.
O resto é bijuteria...
Jens, acredito que Raquel precisou usar esse meio para sobreviver. Nada a criticar. Mas concordo contigo em que é duro aceitar isso como bom exemplo.
Se a moça fosse mesmo um talento literário, o resto da vida dela não seria impedimento nem ia se justificar preconceito nenhum. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, como já dizia mamãe.
Mas, além da ajuda de literatos de plantão, o texto não justifica um julgamento assim tão empolgado. Assunto ela tem, é claro, mas literatura não é só assunto.
Beijo pra você
Caríssimo Jens, como disse a colega aí de cima, vc escreve e expõe suas idéias bem pra caramba. Com relação à piranha Surfistinha, ela não é a única a fazer caixa negociando o corpito, todos sabemos, é a profissão mais antiga do mundo. O que concordo contigo, e muito, é o "endeusamento" (existe a palavra? Bem, se não existe acabou de ser criada)de profanas figuras que se deleitam em viver à margem do correto e da moral, como essa Bruna Surfistinha que acaba de ser elevada ao gráu de "Prostituta Diferenciada". Fico imaginando, o que nossa filhas e netas ainda desfrutando a adolescência podem pensar ao ver essa senhora esbanjando sucesso e sendo idolatrada por vários segmentos da mídia, e por que não dizer, da sociedade? Fecho contigo meu caro. Melhoras, melhoras e melhoras.
Olá Jens.
Afinal o que dizer? Os valores mudaram ?? O que é meritório, hoje?
Prefiro o anacronismo.
ótimo artigo
um abraço !
Esse país!!!! MAnia que se tem de louvar as coisas de forma exagerada.
Ruy Barbosa foi profeta e escritor, vamos substituir o "honesto" por decência. Mas eu não deixei de rir com sua sugestão de indicação do Nobel de Literatura. Que dizer diante de tanta primazia verbal? Louvo mesmo é o seu texto.
Excluí um, porque foi enviado duas vezes o mesmo comentário.
Também não consigo captar este frisson causado pelas prostitutas em certas pessoas. Comigo não é moralismo mas entender que estas mulheres são tratadas como coisas onde se jogam os restos.Os mesmos homens que assim as tratam, tem a tendência de generalizar e, então, muitas outras mulheres sofrem o mesmo tratamento.
Camarada. Quantas moçoilas já suspiraram assistindo "Uma linda mulher", com a Julia Roberts e o canastrão do Richard Gere? Nosso cult-movie nacional, é somente uma "Pretty Woman" mais empreendedora.Dizem que a Bruna, não pegava nem jacaré, quanto mais surf, no máximo, surfava nas ondinhas de uma hidromassagem. Olha amigo, programa por programa, vale mais um com a Bruna "in loco" do que assistir esse filme...
Olá, Jeans!
Eu sou moralista comigo e para as coisas que penso para mim, mas quanto aos outros respeito as opções desde que respeitem as minhas.
Neste caso lembrou-me da escola e na confissão que me fez um adolescente de uns dezesseis anos: "Quero ser garoto de aluguel, professora".
Acompanho casos de alunas que se prostituem e jamais as incentivaria a escrever uma livro contando suas "peripécias", pois em redação já tive de ler relatos que me deixaram perplexa.
Mesmo sendo conservadora adoto na sala de aula uma posição de imparcialidade e se, e somente se, pedem minha opinião sobre a prostituição e sua enaltação diante de todos, lembro que todos os direitos devem ser respeitados, inclusive dos conservadores.
Meu mundo ideal seria outro mas, fazer o que, vivo nesse e com esse tenho que me adaptar.
Não se faz mais uma academia de letras como se fazia antigamente.
Beijos!
Acho mesmo que o professor Ruy anda meio senil. Já conta com bons 77 anos de vida, embora isso não seja empecilho algum, antes pelo contrário! Mas os velhos babões da Gaúcha precisam tomar vergonha na cara, isso é certo.
Infelizmente, esse fenômeno é comum no Brasil. Sarney na ABL, Paulo Coelho representando (e lucrando) a literatura nacional e agora, Bruna Surfistinha, vendendo a estória de como ela vendia outra coisa.
Assim, não dá, índio velho!
E a recuperação, como está? Te cuida vivente.
Abraços do Gaúcho.
Ei!
Bom dia, estou chegando pra conhecer e ja pego um texto
intenso desse,
pere, vou ler ver todo blog,
depois reler o texto em questão, respiro, oxigeno o celebro de mulher poeta
e volto para comentar
com calma, combinado?
Enquanto isso
bjins entre sonhos e delírios
Desconfio que Raquel Pacheco é fã de Pretty Woman e criou a versão dela. Na prostituição, a mulher tem uma função puramente sexual sob o domínio masculino de modo que à extensão que as pessoas acreditam que sexo é sujo, as pessoas também acreditam que mulheres prostituídas são sujas - porém o filme não é "politicamente correto", não se fala em camisinha, aids, mães solteiras... e a personagem não foi vítima em hora alguma de seus clientes - era amiga - violência sofreu da família. Será que Raquel Pacheco foi mesmo prostituta? Também nunca soube de algum ex-cliente vir à público.
Li o livro porque ganhei no sorteio do "Nós por Nós" e achei bem água com açúcar - o livrinho já direcionado para os fãs p* e o filme vem casar esses fãs com meninas que sonham com o glamour - o filme pouco tem do livro e só não é ruim porque tem a Débora Secco no papel - Se fosse a Bruna Surfistinha representando ela mesma, seria um fiasco!
No início do filme, senti que ele iria seguir a linha de documentário sobre prostituição e seria um bom mote - afinal, a prostituição cumpre seu papel social - depois degringolou de vez.
Não acho hipocrisia ir contra o que prega a sociedade atual, não gosto dessa incorporação genérica da mulher - portanto não vamos aceitar que nossas irmãs, mães ou qualquer mulher da nossa família seja uma puta feliz - isso não existe!
Boa semana! Beijus,
Neve disse...
Finalmente alguém tem a coragem -que eu nao tive- de não se omitir perante essa inversão de valores que o país atravessa. Essa moça tornou-se uma estrela, vai em todos os programas e aparece em capas de revistas passando uma idéia de que vender o corpo vale a pena.
Quem puxar pela memória deve lembrar-se das primeiras entrevistas onde ela dizia que se prostituiu por livre escolha, que era de família classe alta, bla bla bla.
Essa moça jogou glamour em uma prática que nada tem de nobre.O pior é que as adolescentes pensam que isso é que é lindo, e seguem o exemplo achando que serão ricas e famosas. Bruna explodiu no Brasil porque ela preencheu um nicho que estava vazio: a literatura erótica/pornô.Ela foi fabricada pela mídia e fez muito mal para as cabecinhas vazias das meninas tolas.
Não me peocupo de ser retrógrada: para mim, a prostituição não pode ser vista como algo a ser propagado.
Outra coisa: as pessoas compram o livro dela achando que vão aprender muitas formas de serem sensuais na cama. Então deviam ler o Kama Sutra, ao menos estariam conhecendo uma cultura milenar, ou seja, como pensavam e viviam as civilizações antigas. Confesso que li o Kama Sutra quando tinha 19 anos e não parava de rir com as descrições das "ginásticas",nem com as 99 formas de se fazer amor.
Mil vezes o kama sutra do que Bruna surfista, ao menos no Kama Sutra tem um pouco de lirismo.
Parabéns pelo Blog. Nota 10!
Oie... atrazadinha, de novo!
Tudo bem, Jens?
A indústria cinematográfica não investe em filmes que não dão bilheteria. Logo, o filme Bruna Surfistinha teve alto investimento pelo sucesso mais que previamente garantido.
Esta moça ficou em evidência por diversos fatores...Ela se fez ficar conhecida...foi buscar, como diria o vulgo.
Tem tantas coisas boas e ruins no mundo literário e no cinematográfico e cabe a nós, consumidores, ter o critério de ler ou assistir, não é mesmo?!
Que sabe temos o lado surfistinha, escondido ou escancarado, em cada um de nós?!
Mas, de qualquer forma, o prazer maior é ler seus textos.
Adorei!
Muita paz! Beijossssssssssss
Jens!
tem algo de eerrado na historia de vida dessa moca. Antigamente, antes do sucesso do livro, eu li alguns trechos do blog da Bruna. Sao pessoas totalmente opstas.
tenho a impressao que meu marido tem razao quando fala que a internet é um mundo de faz de cotnas, onde cada UM assume a identidade que quiser.
Nao entendo todo esse frisson num país em que a violencia contra a mulher é grassante; num país em que meninas sao prostituidas nas beiras de praias, etc.
E eu pergunto: O QUE SE FALAR A ESSAS MENINAS? QUE ELAS DEVEM SAIR DA "VIDA FÁCIL" e estudar ou continuar para ser uma outra Bruna?
eu nao acredito na historia da Bruna. Acho que, assim como muuitos blogueiros, é pura fantasia, criacao de alguém que tem faro para marketing.Ou que mirou a esquerda e deu a direita.
Simples assim...
Outra coisa que em chama atencao na historia dela - ela deu entrevista á EPOCA e eu comentei lá- a EXAUSTAO DA FALÁCIA DELA DE QUE A MAE NUNCA MAIS QUIS NADA COM ELA.
É A PRIMEIRA VEZ QUE EU VEJO UMA MAE RENEGAR UMA FILHA. Antes da historia dessa moca...e, tbm, depois.
NO entanto, a veneracao nao parte dela. parte de quem, NAO TENDO CONSEGUIDO SER SOLIDÁRIO COM SUA PRÓPRIA HISTÓRIA, PRECISA VENERAR QUEM DIZ TER TIDO A CORAGEM DE DARA C ARA A TAPA.
E dar a cara á tapa nao é para qualquer UM.
Eu só acredito nela se ALGUNS CLIENTES VIEREM A PÚBLICO. ATÉ AGORA, 6 ANOS, CREIO, NENHUM VEIO.
VERGONHA? NAO CREIO...pOR QUE A realidade nos mostra que, na vida, tem todo tipo de gente. Inclusive, aqueles que adoram holofotes. mesmo que sejam os holofotes de uma mulher que se diz prostituta.
para cima com a viga.
Dias felizes, dono da paisagem mais linda que vi no Brasil, esse mës: O Guaíba e seus cavalos trotando nos verdes campos gaúchos...
Jens!
tem algo de eerrado na historia de vida dessa moca. Antigamente, antes do sucesso do livro, eu li alguns trechos do blog da Bruna. Sao pessoas totalmente opstas.
tenho a impressao que meu marido tem razao quando fala que a internet é um mundo de faz de cotnas, onde cada UM assume a identidade que quiser.
Nao entendo todo esse frisson num país em que a violencia contra a mulher é grassante; num país em que meninas sao prostituidas nas beiras de praias, etc.
E eu pergunto: O QUE SE FALAR A ESSAS MENINAS? QUE ELAS DEVEM SAIR DA "VIDA FÁCIL" e estudar ou continuar para ser uma outra Bruna?
eu nao acredito na historia da Bruna. Acho que, assim como muuitos blogueiros, é pura fantasia, criacao de alguém que tem faro para marketing.Ou que mirou a esquerda e deu a direita.
Simples assim...
Outra coisa que em chama atencao na historia dela - ela deu entrevista á EPOCA e eu comentei lá- a EXAUSTAO DA FALÁCIA DELA DE QUE A MAE NUNCA MAIS QUIS NADA COM ELA.
É A PRIMEIRA VEZ QUE EU VEJO UMA MAE RENEGAR UMA FILHA. Antes da historia dessa moca...e, tbm, depois.
NO entanto, a veneracao nao parte dela. parte de quem, NAO TENDO CONSEGUIDO SER SOLIDÁRIO COM SUA PRÓPRIA HISTÓRIA, PRECISA VENERAR QUEM DIZ TER TIDO A CORAGEM DE DARA C ARA A TAPA.
E dar a cara á tapa nao é para qualquer UM.
Eu só acredito nela se ALGUNS CLIENTES VIEREM A PÚBLICO. ATÉ AGORA, 6 ANOS, CREIO, NENHUM VEIO.
VERGONHA? NAO CREIO...pOR QUE A realidade nos mostra que, na vida, tem todo tipo de gente. Inclusive, aqueles que adoram holofotes. mesmo que sejam os holofotes de uma mulher que se diz prostituta.
para cima com a viga.
Dias felizes, dono da paisagem mais linda que vi no Brasil, esse mës: O Guaíba e seus cavalos trotando nos verdes campos gaúchos...
Meu caro, se lhe serve de consolo ...aqui tem a seu lado mais uma conservadora.
Acho que reltivismo tem limites. Aliás, como tudo na vida.
Paranéns à autora do desenho.
Beijinhos para si.
Jens, meu caro, cadê você?
Aquelas três letrinhas maleditas estao te incomodando é?
Agora sério, dê notícias.
Beijo no coração.
Cris
Será que Bruna, foi mesmo prostituta?Como disse Luma, nenhum ex cliente veio a público, rsrs. Bj
Prostituição plena e total é o mais puro e final ideal capitalista. Os empregados do capital têm que fazer seu serviço ou vão para o limbo onde ficam os socialistas e @s prostitut@s sem convicção.
Caramba... Nem acredito que perdi 1 km de comentário... Dentre outras coisas, ri dos dotes artísticos da Débora Secco e supus que o sucesso do filme se deu porque a galera queria ver uma versão melhorada da Surfistinha feiosa peladinha na tela grande... Outra coisa que levantei foi a tese de que o sucesso comercial do teu 'post' atual se deveu à mesma proposta do filme: promessa de assunto de putaria! Por fim, pedi penico à Betti Tim e implorei para que ela (ou você também, meu caro camarada, uma vez que perdi contato de todo mundo num 'bug' que tive aqui...) me mandasse notícias (quero atualizar meus contatos com ela, a fim de conseguir de presente algumas de suas cada vez melhores obras de arte!)! Merda, aquele comentário foi único... Enfim, manda lembranças ao Curly, ao Moe e ao Larry!
Meu velho, passando pra deixar um abraço. Ansiosos por notícias. Continuamos por aqui.
Jens, muitas das vezes é melhor ficar de fora, assim como eu faco, rs.
Boa semana
Jens,rapaz,esrevi um comentário ENORME e não foi.Deu erro.Putz,já é a terceira vez que isso acontece.
Volto depois pq fiquei P da vida.
bjs